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LGPD – O que muda para as empresas?

Atualmente, quando um indivíduo se cadastra em uma empresa, é muito comum que sejam solicitados dados que, em geral, não condizem com o que é necessário no momento da compra. E mesmo que muitos acreditem que este é um protocolo padrão e que ter essas informações faz parte dos itens de uma ficha cadastral, não é exatamente isso que acontece.

Boa parte dos consumidores tem seus dados utilizados não apenas para as demandas do empreendimento, como também sofrem com a sua confidencialidade comercializada, o que frequentemente gera ligações incomodas, contatos intransigentes e outras tentativas de abordagem inconvenientes.

Ainda assim, com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a esperança é que isso possa mudar. Agora, o Brasil irá integrar os países que protegem os dados de sua população e o proprietário dessas informações será responsável por consentir ou não o que será feito com elas. Tudo às claras, sem surpresas.

Dessa forma, as empresas, de uma maneira geral, poderão apenas recolher as informações quando forem autorizadas explicitamente pelos consumidores e, acima de tudo, precisarão informar todos os termos de uso de maneira clara, além de deixá-los cientes das consequências que essa permissão possa trazer.

Contudo, enquanto essa prática pode ser muito benéfica para a clientela, ela também representa um grande desafio para as organizações. A partir de 2020, quando a LGPD entra em vigor, as empresas – e seus colaboradores – deverão proteger os dados de seus clientes e consumidores implementando medidas de segurança e se responsabilizando por essas informações desde o momento da coleta até o seu armazenamento, evitando vazamentos ou a comercialização.

Portanto, é fundamental mapear a ciclo desses dados dentro da companhia, verificar se há compartilhamento e quais comportamentos podem colocar o titular em risco, ocasionando a exposição da pessoa física e de suas particularidades.

Sendo assim, cabe às empresas reverem seus conceitos de gestão e serem cautelosas quanto ao processo de uso desses dados, principalmente quando estes se relacionam a casos especiais, como os pertencentes a crianças e adolescentes – que exigem o consentimento dos pais ou responsáveis – ou os que estão relacionados a raça, opiniões políticas e crenças – devendo ser, absolutamente, mantidos em sigilo.

Além disso, vale ressaltar que, caso a empresa descumpra as determinações estipuladas, haverá o risco de receber uma advertência inicial com a indicação de um prazo para que as novas medidas de segurança sejam adotas. Se ainda com essa notificação, não houver nenhum empenho por parte da organização, será feita, então, uma sanção diária até que o problema seja resolvido ou uma multa de até 2% do faturamento, podendo chegar a R$50 milhões de reais.

Todavia, não existe motivo para desespero antes da hora. A LGPD será sancionada este ano e, mesmo com sua validação, as companhias ainda terão um prazo de dezoito meses para se adequarem a todas as exigências.

Levando isso em consideração, ainda está em tempo de encontrar uma empresa que possa te ajudar a manter esses dados protegidos, reforçando a cibersegurança das suas máquinas e garantindo que nenhum vazamento ocorra. Entre em contato com a VisionSet e saiba como podemos te ajudar.

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